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IMBEL abriu licitação de hortifrúti para a Fábrica de Itajubá: o que o edital confirma

Mercado03/09/2026

A IMBEL, a Indústria de Material Bélico do Brasil, abriu um pregão eletrônico para comprar frutas, verduras, ovos e polpas de fruta para a Fábrica de Itajubá, em Minas Gerais.

A IMBEL é empresa pública federal vinculada ao Ministério da Defesa por intermédio do Comando do Exército. A unidade que abriu a compra é a Fábrica de Itajubá (FI), CNPJ 00.444.232/0007-24, subordinada à matriz, CNPJ 00.444.232/0001-39, em Brasília. Segundo o Anexo I do edital, a finalidade declarada é abastecer a produção de refeições dos funcionários que trabalham na fábrica.

O que exatamente está sendo comprado?

O processo é o Pregão Eletrônico nº 90044/2026, dentro do Processo Administrativo nº 2026PR000044, no formato de Sistema de Registro de Preços (SRP). O Anexo I (Termo de Referência) lista 70 itens de hortifrutigranjeiros. Entre os exemplos: tomate salada graúdo, 4.500 kg; batata inglesa, 4.000 kg; ovo de galinha tipo extra, 6.000 dúzias; laranja-pera rio, 4.000 kg; banana prata, 2.500 kg; melancia, 2.500 kg; maçã gala ou fuji, 2.200 kg; tangerina ponkan, 2.000 kg; cenoura, 1.500 kg; cebola, 1.800 kg.

Quando aconteceu a disputa?

O edital previa cadastro de propostas a partir de 6 de julho de 2026, às 8h, com limite às 9h do dia 16 de julho. A sessão pública de disputa estava marcada para as 9h01 do mesmo dia 16.

Por quanto tempo esse preço vale?

O Registro de Preços resultante do pregão tem vigência de 6 meses, prorrogável até completar 12 meses, segundo o item 17.6 do edital e a cláusula segunda da minuta da Ata de Registro de Preços.

Existe um item chamado "Legume In Natura" nessa lista?

Não. O edital não usa essa descrição em nenhum dos 70 itens do Anexo I. A lista traz produtos nomeados individualmente, como os citados acima. "Legume In Natura" é, no máximo, um rótulo de categoria de classificação de material aplicado depois, não uma descrição do objeto comprado que conste no processo.

Quanto a IMBEL pagou pela compra?

Isso não dá para confirmar pelos documentos disponíveis. Circulou a cifra de R$ 557.348 associada à compra, mas esse valor não aparece em nenhum anexo do processo consultado no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), órgão 00444232000139, compra 2026/668. Os anexos que trariam preço — a Proposta de Preços e a Relação da Empresa Beneficiária — são modelos em branco, próprios da fase de chamada de propostas, sem valores homologados.

Quem venceu o pregão?

Também não dá para confirmar. A sessão pública estava marcada para 16 de julho de 2026, mais de um mês e meio antes da data desta apuração, 3 de setembro de 2026. Mas o único material anexado ao registro do PNCP é o edital e o Termo de Referência. Tentativas de acessar as páginas e a API do PNCP que trariam o resultado da disputa retornaram timeout de rede ou erro 404. Não foi possível confirmar nem descartar que a licitação já tenha sido homologada, nem se a compra chegou a se efetivar com um fornecedor.

Fica então uma compra pública real, documentada, com datas e itens específicos — e dois números que rodaram sobre ela sem aparecer em nenhum papel do processo: o preço final e o nome de quem ganhou.

Fonte: Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), dados abertos.

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