Metodologia
Como o LicitaCerta decide o que mostrar para cada empresa: coleta as licitações publicadas nos portais oficiais, lê os itens de cada uma, compara com as categorias que a empresa marcou e pontua a relação. O que fica acima do corte é enviado; o resto não.
Atualizado em 19/09/2026
1. De onde vem o dado
- PNCP — Portal Nacional de Contratações Públicas, onde os órgãos publicam as contratações por determinação da Lei 14.133/2021. É a fonte principal: dela vêm o objeto, o órgão, os valores, os prazos e os itens.
- compras.gov.br — dados abertos do governo federal, usados para complementar histórico e resultados.
- Fontes complementares entram só depois de conferidas, e ficam marcadas como tal no alerta.
2. Com que frequência
A leitura roda todo dia útil, a partir das 7h (horário de Brasília), e repete de 30 em 30 minutos ao longo do dia enquanto o PNCP estiver respondendo. Quando o portal oficial fica fora do ar — o que acontece com frequência —, o sistema usa a própria base acumulada e marca o alerta como prévia.
3. Como a classificação é feita
Camada 1 — o ramo
O CNAE registrado no CNPJ vira uma lista de termos e categorias no vocabulário dos editais. É o ponto de partida, e é o mais impreciso: sozinho, ele descreve o que a empresa pode vender, não o que ela vende.
Camada 2 — o que a empresa marcou
Categorias, produtos digitados, estados e valor mínimo. É a camada que mais muda o resultado.
Camada 3 — item por item
Para cada licitação candidata, o sistema lê a lista de itens e verifica quais batem com o catálogo. Casar pelo objeto do edital (o texto geral) é mais fraco do que casar pelo item; quando só o objeto bate, o alerta sai marcado como prévia.
Camada 4 — a nota
Um modelo de linguagem avalia o conjunto (itens casados, objeto, valor, região) e dá uma nota de 0 a 100 com o motivo em uma frase. Abaixo do corte, não vira alerta. A nota existe para separar o que casou por acaso — "parafuso" num kit cirúrgico — do que é mesmo do ramo.
4. O que a gente mede sobre a própria precisão
Cada alerta tem um botão de "serviu" / "não era pra mim". Esses vereditos são o único juiz real do sistema, e são usados para medir o que funciona. A medição de 19/09/2026, sobre 170 vereditos de clientes, mostrou:
- quando a empresa marca as categorias, 55,8% dos alertas foram marcados como úteis;
- quando o filtro fica só no CNAE inteiro, esse número cai para 14,6%;
- a nota do modelo melhora a seleção em relação ao filtro puro (78% contra 63% na amostra sem o cliente que domina os vereditos), e recuperou 24 alertas que o filtro simples descartaria — os 24 foram marcados como úteis pelo cliente.
5. Limitações conhecidas
- Perfil vazio degrada tudo. Sem categorias marcadas, o filtro é o ramo inteiro, e o acerto cai para menos de um em cada seis.
- Nem toda licitação tem itens publicados. Quando o PNCP não publica a lista, o casamento é só pelo objeto, e o alerta vai marcado como prévia.
- Valor estimado costuma faltar. Boa parte dos órgãos não publica valor; nesses casos a página e o alerta dizem "sem valor publicado" em vez de somar zero.
- Prefeituras pequenas aparecem menos nos dados de histórico do que órgãos federais e estaduais.
- A amostra de vereditos ainda é pequena (197 respostas, concentradas em poucos clientes). Os números acima são o que temos, não uma verdade estatística.
6. O que foi lido no período
No período de 17 de junho a 14 de setembro de 2026: 57.876 licitações, R$ 54,5 bilhões, 2.327 órgãos, 27 estados. Das licitações abertas hoje, 99.9% já estão com os itens lidos na nossa base.
Ver como isso se aplica ao seu CNPJ
A consulta é grátis e mostra o que apareceu para o seu ramo.
Consultar meu CNPJ